{"id":234,"date":"2022-03-16T10:41:23","date_gmt":"2022-03-16T13:41:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cinexpan.com.br\/blog\/?p=234"},"modified":"2026-08-03T10:42:55","modified_gmt":"2026-08-03T13:42:55","slug":"como-funcionam-e-para-que-servem-as-areas-de-escape-para-caminhoes-nas-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cinexpan.com.br\/blog\/como-funcionam-e-para-que-servem-as-areas-de-escape-para-caminhoes-nas-rodovias\/","title":{"rendered":"Como funcionam e para que servem as \u00e1reas de escape para caminh\u00f5es nas rodovias?"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 notou um caminh\u00e3o com os pneus &#8220;saindo fuma\u00e7a&#8221;, ao percorrer uma estrada &#8211; geralmente na regi\u00e3o serrana -, ou chegou a sentir um cheiro forte de borracha ou pneu queimado, vindo do ambiente de fora do seu ve\u00edculo?<\/p>\n<p>Nesse caso, podemos afirmar que a causa mais comum para o &#8220;cheiro de pneu queimado&#8221; \u00e9 o uso dos freios em excesso. O atrito das pastilhas, com o sistema de frenagem aquecido, acaba por exalar um odor de queimado muito forte. Isso \u00e9 muito comum quando se est\u00e1 descendo uma estrada ou rodovia com muitas curvas, o que \u00e9 muito com comum em regi\u00f5es serranas de nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>Quando o sistema de freios de um ve\u00edculo ultrapassa a temperatura de 250\u00baC, sua efici\u00eancia cai gradativamente. Isso ocorre por causa do atrito intenso (e constante) entre as lonas e os tambores. Nesse caso, <strong>os freios p\u00e1ram de funcionar<\/strong> por completo. Mesmo se o motorista pisar no pedal, nenhuma desacelera\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo ser\u00e1 notada a partir desse momento.<\/p>\n<p>Apesar da sensa\u00e7\u00e3o de perder os freios ser aterrorizante &#8211; afinal, al\u00e9m de n\u00e3o frear o ve\u00edculo, ele pode ainda ganhar mais velocidade &#8211; o caminhoneiro deve tentar manter a calma e, se poss\u00edvel, lan\u00e7ar m\u00e3o de outros recursos para diminuir a acelera\u00e7\u00e3o do caminh\u00e3o, como o freio-motor e o freio &#8220;retarder&#8221; (veja a explica\u00e7\u00e3o, logo abaixo). Por\u00e9m, esses recursos podem n\u00e3o ser suficientes, a ponto de parar o ve\u00edculo. Por fim, o motorista tamb\u00e9m pode fazer uso de uma subida, para diminuir a velocidade, e guiar o caminh\u00e3o para um acostamento.<\/p>\n<p>Para casos em nenhuma das pr\u00e1ticas acima tenha surtido efeito, foram criadas <strong>\u00e1reas de escape<\/strong>.<\/p>\n<h2>O que s\u00e3o e onde surgiram as \u00e1reas de escape<\/h2>\n<p>As primeiras \u00e1reas de escape surgiram entre os <strong>anos 1950\/60<\/strong>, nos Estados Unidos. Pois, justamente nessa \u00e9poca, come\u00e7aram a surgir caminh\u00f5es maiores e cada vez mais pesados, por todo o territ\u00f3rio norte-americano.<\/p>\n<p>Depois de v\u00e1rias tentativas, que faziam uso de rampas e outros dispositivos, constatou-se que o melhor sistema para desacelerar ve\u00edculos pesados &#8211; de forma eficiente &#8211; eram as caixa de brita, que &#8211; al\u00e9m de frear &#8211; ainda evitavam danos maiores ao ve\u00edculos.<\/p>\n<h2>Como funcionam<\/h2>\n<p>Essas \u00e1reas s\u00e3o um tipo de rampa, que d\u00e3o acesso a uma caixa, preenchida por algum tipo de material r\u00edgido e segmentado, como cascalho ou pedras.<\/p>\n<p>Ao acessar essas rampas, as rodas do caminh\u00e3o <strong>entram em contato com o material da caixa<\/strong>, e o caminh\u00e3o diminui sua acelera\u00e7\u00e3o de maneira r\u00e1pida. Sua rodas afundam e a parte inferior do ve\u00edculo (suspens\u00e3o, eixos e chassi) passam a ter contato com a caixa de material r\u00edgido, freando o ve\u00edculo em poucos metros, na maioria dos casos.\u00a0Acompanhe, e veja\u00a0como fica o caminh\u00e3o:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" style=\"padding: 30px;\" src=\"https:\/\/cinexpan.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/foto-area-de-escape.jpg\" alt=\"foto-area-de-escape\" \/><\/p>\n<h2>V\u00eddeo<\/h2>\n<p>Veja como uma carreta, com uma carga de 45 toneladas de farelo de soja utiliza o dispositivo de <strong>\u00e1rea de escape<\/strong> da BR-376 (Km 997,3) ap\u00f3s perder os freios. Fonte: <a href=\"https:\/\/www.aconteceuemjoinville.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Aconteceu em Joinville <\/a>. Acessado em 14\/04\/2022<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"width: 100%; height: 500px; padding: 30px 0;\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/16Jyczx9_NI\" width=\"300\" height=\"150\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2>\u00c1reas de escape com Argila Expandida\u00a0CINEXPAN<\/h2>\n<p>Este <em>post<\/em>, traz exemplos de \u00e1reas de escape que foram constru\u00eddas e preenchidas com Argila Expandida CINEXPAN, um<strong> agregado leve<\/strong>, que se apresenta em forma de bolinhas de cer\u00e2mica. Suas <strong>caracter\u00edsticas<\/strong> s\u00e3o: leveza, baixa densidade, isolamento t\u00e9rmico e ac\u00fastico.<\/p>\n<p>A efic\u00e1cia desses dispositivos \u00e9 t\u00e3o grande que, somente nas BRs 116 e 376, de 2011 at\u00e9 a abril de 2020 (segundo o portal Estradas.com.br), <strong>413 pessoas foram salvas<\/strong> em 287 situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, envolvendo caminh\u00f5es e \u00f4nibus.<\/p>\n<h2>Mais exemplos<\/h2>\n<div class=\"table-responsive\" style=\"padding-top: 20px;\">\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr style=\"vertical-align: top;\">\n<td style=\"width: 120px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cinexpan.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ic-escape-01.png\" alt=\"ic-escape-01\" width=\"96\" height=\"86\" \/><\/td>\n<td>\n<div style=\"font-size: 1.1em; font-weight: bold; margin: 0; padding: 0;\">1. Num trecho perigoso da BR-376, entre o Paran\u00e1 (PR) e Santa Catarina (SC); a estrada liga Curitiba ao litoral catarinense.<\/div>\n<div style=\"margin: 0; padding: 0;\">Em menos de um m\u00eas, a \u00e1rea de escape evitou seis acidentes e salvou <strong>41 pessoas<\/strong>.<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div class=\"table-responsive\" style=\"padding-top: 20px;\">\n<table class=\"table\">\n<tbody>\n<tr style=\"vertical-align: top;\">\n<td style=\"width: 120px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cinexpan.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ic-escape-02.png\" alt=\"ic-escape-02\" width=\"96\" height=\"86\" \/><\/td>\n<td>\n<div style=\"font-size: 1.1em; font-weight: bold; margin: 0; padding: 0;\">2.Em Guaratuba, no litoral do Paran\u00e1 (PR).<\/div>\n<div style=\"margin: 0; padding: 0;\">A estrada j\u00e1 tinha uma \u00e1rea de escape, constru\u00edda em 2011, e que j\u00e1 foi a salva\u00e7\u00e3o para mais de <strong>230 ve\u00edculos<\/strong>.<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<h2>Saiba mais<\/h2>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.cinexpan.com.br\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Argila Expandida CINEXPAN<\/a>, \u00e9 muito utilizada na <strong>constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong> para enchimento leve, concreto leve, geotecnia (troca de solo), artefatos de concreto e jardinagem. Conhe\u00e7a os tipos de argila expandida dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<h2>Fale conosco!<\/h2>\n<p>Se desejar saber mais, <a href=\"https:\/\/www.cinexpan.com.br\/contato.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entre em contato<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 notou um caminh\u00e3o com os pneus &#8220;saindo fuma\u00e7a&#8221;, ao percorrer uma estrada &#8211; geralmente na regi\u00e3o serrana -, ou chegou a sentir um cheiro forte de borracha ou pneu queimado, vindo do ambiente de fora do seu ve\u00edculo? 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